A Associação Pro Bono abre as portas para uma experiência única, onde tradição e ancestralidade se encontram. Logo no início, o público é envolvido pela energia contagiante da dança do coco da umbigada, uma roda vibrante que nasceu no Nordeste e transformou o trabalho comunitário e as cantorias de roda em arte. Cada batida é resistência, cada umbigada é convite para entrar e sentir a força da coletividade.
O coco, que surgiu das práticas de quebrar o fruto e pisar a terra, hoje é símbolo de identidade e celebração. Mas a jornada não termina na dança: ela se expande para o palco, onde o teatro da ancestralidade dá vida às memórias africanas e indígenas, símbolos de resistência que despertam reflexão e pertencimento.
É nesse cenário que surge o Itã de Oxalá, narrativa sagrada que guarda segredos sobre a criação do mundo. Oxalá, o orixá da paz e da serenidade, molda os corpos humanos e ensina que a verdadeira força está na calma, na sabedoria e na perseverança. Cada conto revela valores que atravessam gerações e nos lembram que até os tropeços fazem parte da jornada.
Dança, teatro, bailado e encenação se entrelaçam em uma experiência que vai além do espetáculo: um convite para mergulhar nas raízes, sentir a força da ancestralidade e descobrir que cada gesto e cada palavra carregam um pedaço da nossa identidade coletiva.
Curso de panificação e trabalhos com massas realizado pela Secretaria de Promoção Social do Município de Santa Isabel, em parceria com o Fundo Social de Solidariedade, com o objetivo de gerar renda e apoiar a reestruturação financeira das famílias participantes.
O projeto nasceu com uma ideia simples e poderosa: transformar resíduos em solidariedade. A cada 60 latinhas de alumínio entregues, as famílias recebiam uma cesta básica, garantindo alimento na mesa e, ao mesmo tempo, ajudando a preservar o meio ambiente.
Essa iniciativa do Fórum das Religiões de Matrizes Africanas e da Associação Pro Bono, com participação do BNDES, uniu comunidade e sustentabilidade: enquanto famílias eram apoiadas com alimentos, toneladas de alumínio deixaram de poluir o planeta, mostrando que pequenas ações coletivas podem gerar grandes mudanças.
Mais do que um projeto de troca, foi um movimento de consciência. Ele despertou nas pessoas a percepção de que reciclar é também um ato de solidariedade, e que cada latinha pode se transformar em esperança.